
Tenho medo de não falar de amor para quem eu amo ou presentear quem merece. Não debater sobre a paz, a fome e a coloração do meu cabelo. Temo não dar tempo de plantar uma árvore, terminar aquele livro e ter pelo menos um de meus onze filhos. Com toda essa despreocupação com a vida e com a segurança, tenho medo que eu ou um de meus amigos sejamos vítimas de bala perdida - assim como temo por aqueles que já se foram.
E em meio a tanto terror, temo que não dê tempo de depejar palavras de um bom. Palavras as quais creio que possam mudar vidas. Vidas que se vão sem nem ao mesmo eu ter tido a oportunidade de tomá-las para mim e gurdá-las na caixinha do escritório. Meu maior medo é seja tempo perdido...